Em Perfume de Mulher, Al Pacino faz o papel de Frank Slade, um coronel rude que sendo cego contrata um jovem estudante para ajudá-lo. O rapaz pensa que o serviço será realizado no domicílio, mas engana-se.
O coronel Slade tem um plano. Os dois viajam de avião (primeira classe), hospedam-se no melhor hotel e vão aos melhores restaurantes.Enfim, aquela seria uma viagem de rotina para os muito ricos.
Mas os muito ricos são diferentes, eles vivem num mundo á parte. Para os outros – classe média, digamos- uma viagem como a de Slade é algo do tipo “uma vez na vida”. Por causa do custo, é lógico.O mundo em que vivemos, quem pode pagar, entra.
Pergunta: vale a pena? Sim, Fernando Pessoa já disse que tudo vale a pena, quando a alma não é pequena, mas aí não se trata da alma, trata-se do bolso.
Trata-se da experiência única, do inusitado. Nós temos direito a isso, e eu digo muito isso á minha irmã.
Certa vez, um amigo e eu fomos em um lugar para jantar com traje social.Nem me lembro porquê mas resolvemos ir assim. Sentamos e pedimos um vinho e o maitrê veio nos servir. Quando entramos no recinto, foi como se estivéssemos pedindo por aquele tratamento.
Uma vez na vida dá para se hospedar num hotel luxuoso. Uma vez na vida dá pra comer num restaurante famoso. Uma vez na vida dá pra assistir a um espetáculo caro nos melhores lugares. Depois, naturalmente, será preciso fazer economia para pagar as contas. Mas depois, você vai ter lembranças inesquecíveis. Depos você vai ter o que contar, o que mostrar.
Talvez seja sonho. Mas é um sonho realizável. E a esperança de realizar sonhos ajuda-nos, como ajudou o coronel Slade, a superar os desafios da vida.

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Lendo o blog da Mysticc, que eu recomendo que todos dêem uma passada por lá, me deu vontade de escrever sobre isso.

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Aí vai a cena do tango com Al Pacino!

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