Depois de dois episódios com um ritmo frenético, a série dá uma acalmada. O clima do episódio é de mudança e tentativa de volta à rotina. Mas, apesar disso, nos é apresentado um dos casos mais dramáticos da série.

Pra mim a melhor e mais engraçada coisa do episódio, foi o House ficando irritado com o Foreman, o provocando para ter uma reação dele, foi sensacional.Como ele voltou, “Ahhhh…como sou feliz, fui abençoado por ter vivido. Gerou essa reação hilária no House.

As seqüelas que ficaram no Foreman foram maiores do que pareciam a princípio, com sua dificuldade em entender e realizar procedimentos simples (como na parte do café ou no final onde é mostrado que ele ainda não está com sua memória totalmente boa), mas a imagem que me pareceu é que ele está melhorando.

Logo no começo, quando o Foreman chegou todo alegre, o House já foi provocando:

“Que bom que chegou, a Cameron faz um café horrível, vou querer o meu preto, do jeito que gosto dos meus neurologistas com danos cerebrais.”

House fica louco com a passividade do Foreman, ele quer o velho Foreman de volta, quer que ele o contradiga, que argumente contra os tratamentos loucos dele.

Também houve uma maior participação da Cuddy. Ela estava precisando mesmo de mais atenção, visto que no episódio passado ela foi quase uma vilã.

O caso da semana…
Um cara passa mal e tem uma indigestão (ou coisa do tipo). Ao voltar para sua casa, encontra sua mulher, tendo um ataque na banheira e deixando seu bebê cair no fundo dela. O bebê, que é paciente do Chase, é salvo, mas estranhamente não melhora.
Enquanto isso, a mãe tem um novo e estranho ataque, com seu corpo se contraindo. Ao mesmo tempo o bebê também está com problemas, com seus pulmões em colapso. Após passar por um perigoso tratamento, o bebê mostra melhora e o levam para junto de sua mãe.
Ela era alcoólatra, House mesmo sem saber do fato ainda, aposta nisso. Foreman por outro lado acha ser algo psicológico.

Foreman está falando com House que os pais se conheceram no AA, quando House percebe algo estranho no quarto. A mãe está sufocando o bebê. House sai correndo desesperado, jogando até sua bengala para longe, cena bem tensa.
O bebê sobrevive com seqüelas, mas pouco depois acaba morrendo.

House pede para testarem a mãe para ver se ela realmente teve convulsão. Acabam descobrindo que ela tem Pelagra, uma doença que leva a demência. Ela havia revelado que “vozes” a mandaram fazer aquilo com seu filho.
Ela lembra o que fez com seu filho, mas ela não tinha controle, estava doente. Agora terá que viver com a culpa de ter matado seu filho. Isso deve ser uma das piores coisas que podem acontecer com alguém. Após isso, ela vomita sangue.

Cena tensa, House encontra numa sala, o pai segurando o bebê morto.Falta alguma coisa, e House acha que o bebê terá a resposta. O pai, revoltado com a sua esposa, é contra, acha que a mãe é culpada pela morte do filho, daí aparece aquele House que coloca as pessoas no lugar delas. O argumento do House foi fulminante, vou colocar o final do argumento aqui:

“Ninguém fica maluco a ponto de matar alguém, sem antes não ficar louco o bastante para alguém notar. Quantas vezes você saiu para beber por que ela estava chorando? Quanta vezes não ficou no trabalho, por que não agüentava ela dizendo que ela era uma péssima mãe? Você ficava aliviado quando ela apagava. Ela segurou o travesseiro sobre a cabeça dele, mas você dormia enquanto ela enlouquecia. Não é exatamente um empate, mas…”

O limite chega quando Foreman insiste para o House convencer a mãe a se tratar. Ele explode e faz o Foreman voltar a realidade:

Certo! Vá lá e diga que cada dia é uma bênção. Matou seu filho, supere isso, pense positivo, pelo menos está viva.

Na verdade, eu esperava um episódio mais centrado na recuperação do Foreman, mesmo assim foi um ótimo epsódio. Não tem como ficar sem fôlego quando a mãe recebe a notícia de que seu filho está morto.

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