Certamente já aconteceu com vocês. Ao final daquela sessão de cinema, você dá a espreguiçada tradicional, enquanto as luzes vão se acendendo, vira pro lado e pergunta pra pessoa que o está acompanhando:

– E aí, o que achou?

Lógico que na verdade, você está querendo dizer:

– Não entendi é porra nenhuma! Será que você poderia me dar uma luz?

Existem filmes que são propositalmente confusos e acredito que a grande maioria deles é assim.

Vamos para os três que mais embaralharam a minha pobre cabeça.

1) Donnie Darko: as visões que o personagem de Jake Gyllenhaal tem, de um coelho gigante que aparece para anunciar que o fim do mundo acontecerá em alguns dias, já são por si só estranhas por natureza. Só que com o tempo, você não saberá mais separar sonho de realidade e o que já era confuso, ficará ainda mais.

2) Magnólia: o filme é belíssimo, tem bom elenco, ótimas interpretações, inclusive de um surpreendente Tom Cruise e conta com uma narrativa bem elaborada, que cruza diversas histórias paralelas, a maioria delas sobre o perdão. Agora, porque diabos quase no fim, acontece aquela maldita chuva de rãs?

3) Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças: todo mundo adorou esse filme, que se tornou uma espécie de ícone de que experimenta as dores do amor. Só que o roteiro, que vai além da simples idéia de excluir uma pessoa de nossa mente, acaba nos deixando um tanto embaralhados.

4) Corra, Lola, Corra: Mas… Como assim? Eu vou ver 3 vezes a mesma coisa? Praticamente. E é aí que entra a genialidade do roteiro.

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