Olha, eu não sei se vem realmente da frutinha da amazônia ou se é só um xarope com gás que alguém inventou e arranjou um marketeiro pra convencer todo mundo a comprar com o argumento de que olha, é nacional, você não vai prestigiar os frutos da sua terra? Mas eu amo guaraná. Antarctica, claro, porque os outros são amargos demais, doces demais, não existe um igual ao Antarctica. É um sacrifício enorme ficar sem beber meu único refrigerante. Tem umas combinações perfeitas (as propagandas não eram por acaso): pizza com guaraná, pipoca com guaraná. Eu também gosto particularmente de churrasco com guaraná e strogonoff com guaraná. Por outro lado, tem umas coisas que não combinam mesmo: comida japonesa com guaraná é esquisito. E de manhã também não pode. Acho meio nojento esse negócio de tomar refrigerante de manhã, qualquer que seja.

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São tempos de crise…
Além da minha crise religiosa-espiritual, tenho outra crise de essência going on. Eu, que nunca liguei pra essas coisas, subitamente quero ter e acumular bens materiais.Vou fazer 24 anos e involuí (será?) Blusinhas fofas, calças, sandálias em promoção, soutiens lindos e até cremes pra cabelo entraram no meu subconsciente e agora disputam espaço com as quinquilharias tecnológicas que eu cobiço (até então meus únicos objetos de desejo). Ultimamente tenho sido rasa: quero tudo isso, só coisa boa e bonita. Será que subitamente me tornei o meu pior pesadelo, fútil e consumista, rendida pela pressão social ou, pior, pela minha própria? Ou será que é tudo efeito retardado de todas aquelas revistas “Nova” cheias de roupas e maquiagens maravilhosas que andei folheando desde os 16 anos de idade até hoje em dia?

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