“Vi que eram amantes: estavam com aquele ar insuspeito de amor nos olhos. Parece que tinham colocado azeite no olhar tamanha a viscosidade do riso no viso de cada um. Tinham a alma grudada, mesmo à distância, ela na prateleira de poesia, ele na de literatura estrangeira. Fiquei de longe – voyeur – fotografando os dois, fingindo ler Jorge Luis Borges em alemão. Pior é que não sei nada de alemão, muito menos do amor, mas do amor tenho ânsias de aprender, já Borges em alemão pode esperar um pouco.
Vi no exato momento que ela pegou o exemplar do Vinícius de Moraes na prateleira e pareceu ter achado um poema exemplar, que convinha àquele momento de amor entre amantes. Aproximou-se dele arrastando os pés. Aproximou-se a ponto de respirar sua pele e leu Vinícius de Moraes com voz de silêncio aveludado. Ele fixava os olhos no nada, e o brilho que exalava irradiou todo a seção de literatura estrangeira. Depois de ler, ela fechou o livro e sairam de mãos dadas, apressados de amor, ensebados daquela irresistível vontade de poemar um ao outro.”
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É engraçado, na época da escola eu sonhava com a época de hoje. E hoje eu perco o sono.
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Um amigo meu passou na Fuvest pro curso de Medicina! Foram só 5 anos fazendo cursinho e parabéns a ele. Não só pelo feito mas por ter tido saco para aguentar 5 anos de cursinho pra estudar durante mais uns 8 anos! Francamente, um brinde a ele.
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Ontem assisti O Gângster. E nem fazendo papel de policial honesto Russell Crowe consegue ser simpático na tela. Eu que também não vou muito com a cara do Denzel Washington torci pelo personagem dele o filme todo só pra ver o outro se dar mal. Mas fora tudo isso é um ótimo filme.
E estréia hoje Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet dirigido por Tim Burton. Assisti ontem o trailer. A maquiagem que tem um estilo mais sombrio diz o Fe, flerta com o estilo gótico assim como a maioria dos filmes dele. O pior é que essa estréia marcou essa semana, já que quando cheguei hoje em casa vi que o Estadão estava dando no site um par de ingressos e eu…perdi a promoção! Azar no jogo…
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Não, eu não falo pouco. Eu falo demais.

Ninguém, mais do que eu, gosta tanto da palavra “fuga”, e do perfume que ela exala.Vou fugir pra Paris. E o meu nome vai ser Sophie.

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