Lendo o post do Jr. pensei no quanto necessitamos da aprovação dos outros e eu sempre fiz o possível para orientar todos ao meu redor pra viverem aquilo que na verdade eu queria viver. Um dia acordei e coloquei um piercing, depois veio uma tatuagem , mais um piercing, mais uma tatuagem, roupas diferentes, costumes estranhos, atitudes impulsivas até que eu acordei pra vida mesmo. Hoje, eu com 24 anos não consigo me chocar com mais nada, não tenho mais o tesão de viver como antes (tenho que parar de ler Shopenhauer!) poucas coisas me empolgam, poucas companhias me fazem bem e poucas palavras me fazem sentido.
Hoje, eu sou o que eu não sou. Eu quero o que eu não quero e faço o que jamais faria. Eu quero muitas coisas das quais eu nunca precisei, mas sempre senti uma lacuna que precisa ser preenchida com certas coisas que jamais tive. Eu preciso ir a certos lugares que nunca freqüentei antes porque eu sei que lá é meu lugar, mesmo sem saber se é bom ou ruim. Eu não tenho absolutamente nada a ver com o meio que me cerca e tudo a ver com tudo que não conheço, mas antes mesmo já amo. Eu tenho vergonha de admitir que sou mulher e um orgulho besta de bater o pé e dizer que sou macho. Tenho medo de dizer “eu te amo” e peito para mandar todo mundo à merda. Recentemente, eu fiz uma promessa. Não foi para santo nenhum, foi para alguém mais – eu mesma. Um comprometimento pessoal, uma jura. Desejar menos, esperar menos, fazer menos e falar menos.

Anúncios