Minha mãe é uma adolescente!
Ontem foi aniversário dela e nem preciso dizer muita coisa pois já disse no fotolog. É vero que eu a admiro e amo muito.
Correu tudo bem com bolo, pão com patê e muita foto! Mas a sensação da noite, depois da minha mãe, foi o meu irmão ter descoberto que o orkut dele havia sido hackeado. Um cara muito do espertinho anda roubando comunidades e o perfil das pessoas que participam dela. Isso inclui o email e a senha de acesso ao orkut, por isso se meu irmão usasse um email com itens importantes tudo o que tinha no email teria sido perdido. O Fe, Marcos e o Vi tentaram recuperar a senha e tudo mais mas não fizeram o que a maioria das pessoas que também foram hackeadas por esse cara fizeram…implorar pelo perfil e senha de volta. Ai, ai…e por isso iniciaram uma caçada virtual. Por essas e outras que eu acho orkut uma bosta mas mesmo assim tenho. Por ele conheci muita gente interessante e como hoje em dia você encontra mais as pessoas “on” do que pessoalmente eu preferi manter.
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Me rendi aos caprichos da revista Piauí depois de duas edições eu confesso que eles me convenceram mas eu não vou assinar, não agora. Depois desse texto do Rodrigo Naves vou deixar Anaïs Nin e pular para Marques de Sade. Porque a vida é mesmo feita de momentos.
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Todas as roupas que eu gosto estão sujas, as unhas descascando, a geladeira vazia e uma pilha de contas me esperando, que maravilha. E o que eu mais queria era parar num barzinho com os desesperançados felizes apenas por ouvir uma musiquinha e tomar alguma coisa com meus amigos, olhar, ser olhada, devorar, ser devorada, andar mais um pouco, achar umas coisas bonitas perdidas no concreto sujo, ser tomada pela bobeira, falar, falar, falar, escutar, escutar, escutar, parar em outro lugar, beber algumas Originais, sentar, falar, falar, devorar, me deixar ser devorada, esquecer o resto do mundo, passar a mão naquelas costas que me tiram a fala, esquecer que esqueci o resto do mundo, voltar para casa e me desfazer de tudo, me desfazer, me desfazer nele, me diluir, pensar meu Deus que porra é essa, como é que eu me meti nessa, como é que eu saio dessa, quem disse que eu quero sair dessa, esquecer isso tudo, derreter, morrer, agradecer e dormir uma dormidinha daquelas antes de começar tudo de novo e de novo e de novo e de novo, até ele perceber que não há saída senão se entregar e se entregar sabendo que tudo nos espera.

Amanhã vou fazer carne maluca!

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