Resumão da Virada Cutural

De todos os shows, Zé Ramalho, Cachorro Grande, Pepeu Gomes…O melhor sem dúvida foi O Teatro Mágico. Acho que show tem a mesma nostalgia que do Los Hermanos, muita gente cantando. Enquanto eu e o Fe assistiamos tentavamos definir o que faz tantas pessoas gostarem deles. Na verdade é simplesmente um espetáculo feito de música e poesia, que fala do dia a dia. Faz jovens e velhos se sentirem mais jovens ainda sem se expor ao ridículo. Resumindo, pensava que era só uma banda modinha mas não! Ontem ao ir pro trabalho comecei a lembrar das músicas, do show… Sinceramente, fiquei surpresa e admirada. Idéia simples e genial! Nesse fim de semana tudo foi maravilhoso!!!
Zé Ramalho também foi ótimo (estou passaaaaada com a voz desse homem!!!) mas infelizmente ficamos muito no fundão e o Sandro que encontrou com a gente depois não curtiu muito. Pra dar um up fomos ouvir um pouco de eletrônica na XV de Novembro. Depois de mexer o corpo um pouquinho fomos deitar na Praça da República (sim, tentar dormir mesmo! como o palco de rock estava lá, era tudo gente da gente) mas o frio não ajudou e foi só Sandro ir embora que 5h30 da manhã fomos pro Teatro Municipal pra tentar descansar. A apresentação foi do Pepeu Gomes e nunca na minha vida iria imaginar que o cara toca tanto. Quem disse que consegui dormir, foi só instrumental e muito foda!!
Já o Cachorro Grande tem muito mais pra mostrar do que os cabelos sebosos e o bafo de cerveja. Meus tempos dourados em que eu ficava na frente da MTV quase um dia inteiro me ajudaram muito nesse show. Nem imaginava que conhecia tanta letra…e o clima entre o povo que tava lá era o melhor. Amei!
Pra fechar fomos no Cine Olido ver um trashão “A Orgia Noturna dos Vampiros” mas sem orgia nenhuma…bem Tela Class mesmo, massss deu pra rir bastante e tirar um cochilo também.
Conseguimos ver muita coisa mas queriamos ver muitas outras também…Fernanda Takai era uma delas mas o sono falou mais alto e voltamos pra casa só o pó da rabiola. Mesmo assim compensou e muito cada segundo.
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Quem já leu “A Revolução dos Bichos” deve ter tido a mesma sensação que eu. Em certa parte do livro não parece que os personagens são animais mas que estamos falando de humanos mesmo! O mais engraçado é que eu tenho essa mesma sensação toda vez que pego uma lotação, ônibus ou metrô. Ahhhh… o metrô..quando o vagão pára na plataforma ( ai gódi!) as pessoas entram com a delicadeza de um rinoceronte e mais parece um monte de animais indo pro matadouro tamanha a tristeza.
From hell.

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