Rotina é sempre uma merda, a não ser que você arrume um jeito para perder a noção do tempo.
Open bar sempre me deixa com a boca seca. Você não sabe a delícia que é tomar um café da manhã com misto quente na padaria. Culpa sua que me lê. E não importa se você não gosta de café, de padaria, de misto quente.
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É incrível como o centro da cidade fica lindo a noite, fora o cheiro de xixi é tudo lindo. Cheiro de centro. Cheiro. É engraçado como certas coisas tem cheiros específicos, como o sexo. Não o órgão mas o ato mesmo.
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Então, me espera lá no metrô

“Tava pensando em dizer isso pra você agora!”

Fuga.
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Ele e ela estão no museu.
Ele: É um lindo Jackson Pollock, não?
Ela: Sim, é.
Ele: O que esse quadro representa pra você?
Ela: Ele reafirma a negatividade do universo. O horroroso e solitário vazio da existência. O Nada. A difícil situação do Homem forçado a viver em uma eternidade estéril, sem Deus, como uma pequena chama tremulando num imenso vazio com nada além de dejetos, horror e degradação, formando uma inútil e fria camisa-de-força em um cosmos sombrio e absurdo.
Ele: O que você vai fazer no sábado à noite?
Ela: Cometer suicídio.
Ele: E na sexta?

Essa é uma cena de “Sonhos de um Sedutor”, que no original se chama “Play It Again, Sam” que preciso assistir…
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Às vezes sou reticente demais…

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