Sem justificativas, acompanhei “A Fazenda” afinal estava difícil perder um louco, trancado em uma casa com outras pessoas que nem conhece direito, que mais se comportava como Jack Nicholson em “O Iluminado”.
Quem quer ser um milionárioNo dia da decisão entre um playboy, uma viajandona e um humorista resolvi assistir um filme pois a tensão era grande pra saber quem ia sair. Coincidência ou não minha irmã trouxe “Quem quer ser um milionário?” e durante o filme lembrei de trechos do livro O Alquimista, mais precisamente quando no livro, Santiago resolve vender chá em cristais. Me passou que diversas vezes, eu é que estive na situação de acertar as respostas por lembrar de certos momentos em minha vida.
Resumido o filme, diria que é maravilhoso mas que também é como um livro de auto ajuda e paro por aqui porque senão conto o final.
Voltando a decisão do programa, talvez a vida imitaria a arte e o humorista, ex garoto de rua ganharia um milhão mas durante o filme, meu irmão desceu as escadas e disse que por escolha do povo o humorista voltaria para casa. Pareceu até piada. Pessoas que tiveram a mesma atitude que o apresentador do jogo indiano ao dar…bom, não quero estragar a surpresa do filme.
Hoje é final do programa que vai decidir quem vai ganhar. Até vou assistir, já que depois disso o que mais se ouvirá é sobre a Globo x Record. Que vai trazer do mundo dos mortos dois documentários um deles “anti-Globo” Muito Além do Cidadão Kane, produção inglesa de 1993 com pesadas críticas à Rede Globo e o “anti-Universal” produzido para a TV católica francesa KTO Universal, Uma Ameaça ao País dos Crentes (2002).
Tava demorando…
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Enquanto escrevo este post duas meninas na porta de casa, se molhando na chuva me ofereceram pano de prato. Dois por 5,00, os dois que faltavam para elas irem embora. Disse que não queria e elas pediram comida. Fui buscar e voltei com uma sacola com bolachas e frutas, um guarda chuva e 5,00. Sou uma pessoa fácil de convencer. Quando entreguei, elas perguntaram se não tinha uma blusa de frio pro irmão delas (que estava agasalhado) do outro lado da rua. Não tinha. Mas se ficasse mais um pouco no portão até pediriam mais…lembrei de cenas do cinema e pensei que poderia existir mais crianças escondidas enquanto observava eles, indo embora. E pensei que poderia até pechinchar já que 5,00 estava um pouco caro, mas deve ter um lugar no inferno para pessoas que pedem desconto para crianças que vendem pano de prato então é melhor não arriscar. Fui seduzida. Olhinhos de Shrek são a alma do negócio.
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*O título do post é uma declaração do João Gordo sobre dado Dolabela em “A Fazenda”.

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E pela minha ausência uma justificativa, uma música.

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